Oi
Só para dizer que estou viva, que não contraí a gripe suína (ainda) e que estou em terras brasileiras há quase dois meses.
Não escrevo mais no blog porque minha vida anda tão agitada como água de poço. Não tenho nada de bom para contar. Nem de ruim, ainda que fosse. Quando tiver alguma coisa para dizer, eu volto. Se é que alguém ainda vai voltar aqui.
E mais um aviso: eu não entro mais no msn, mas não bloqueei ninguém, não façam drama! Simplesmente não tenho mais paciência. Usava antes para falar com o povo que estava longe, agora não vejo mais por que utilizá-lo. Quer falar comigo? Manda e-mail ou me liga.
1 comment Julho 22, 2009
Últimas vezes
Quando eu era criança, detestava tomar vacina. Ok, nenhuma criança adora tomar vacina. Mas eu era uma criança razoavelmente comportada para a maioria das coisas, exceto para tomar vacina. Fazia um escândalo tão grande, esperneava, me contorcia toda, cerrava os dentes, fechava a garganta e cuspia metade das gotinhas fora.
[Não sei bem se essas memórias são porque eu lembro mesmo ou se eu imagino a cena só por ter ouvido essa história várias vezes.]
Acontece que, na última vez que eu precisei tomar a “gotinha”, minha mãe me chamou num canto e me deu um ultimato: “essa é a última vez que tu precisa tomar a gotinha, então trata de agir como uma mocinha e não faz escândalo”. Eu pensei “bem, ela tem um bom argumento, vou me comportar dessa vez, e ainda por cima ganho o brinde que as crianças comportadas ganham, diretamente das mãos do Zé Gotinha”. Não lembro o que era o brinde, mas devia ser um pirulito ou algo do gênero. Fui lá e me comportei. Nem precisou do exército usual para me segurar. Abri a boca de boa vontade e engoli o liquidozinho. E, para a minha surpresa, eu gostei! Era bonzinho até, não era nada daquilo que eu pensava que fosse. O esforço para tomar pacificamente aquilo era bem menor do que eu usualmente fazia para evitá-lo. Só que era a última vez que eu teria que tomar a tal vacina. Nunca mais pude provar da tal gotinha.
E ontem, ao previamente espernear por ter que participar de uma despedida para a minha pessoa organizada pelo pessoal do laboratório, eu tive a mesma sensação da gotinha da minha infância. Não esperneei e, afinal, não doeu. Foi bom até. Me senti meio em casa como há tempos não sentia. Me peguei várias vezes pensando porque eu abri mão disso tudo para um nada que eu nem sei o que vai ser. Mas lembrei que, por mais que a gotinha não fosse ruim, ela deixava um gosto amargo na boca.
3 comments Maio 14, 2009
No mapa
Vi ontem um carro da Google fazendo imagens para o Street View do Google Maps aqui no Porto. Passou do meu ladinho na rua. A previsão é de que até o final do ano as imagens já estejam disponíveis.
Dizem eles que analisam todas as imagens para atestar a qualidade e proteger a identidade das pessoas e veículos que possam aparecer (depois de levarem umas broncas, claro). Espero mesmo!
Add comment Maio 6, 2009
Tem, mas não há
Com a primavera dando as caras, o pólen à solta e o vento que se encarrega de traze-lo direto para o meu nariz, tenho evitado piorar a coisa e não mexo onde tem pó. Portanto, o blog está assim, abandonado.
Exagero meu, convém frisar. Mas a verdade é que a cabeça anda tão a mil que é difícil focar em alguma coisa. Ando borboletiando de assunto em assunto sem permanecer muito tempo em nenhum deles. Até recebi uma putiada por ter dito “aguenta que falta pouco” e não ter explicado quão pouco é esse pouco. *Suspense* Pouco é menos de um mês. Antes do frio chegar, eu chego no RS. E esse é o motivo de tanta dispersão.
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A frase “tem, mas não há” é usada aqui para dizer que, no momento, está-se em falta de alguma coisa. Exemplo: um amigo pediu uma Coca-cola num restaurante e recebeu essa resposta: “tem, mas não há”. Quer dizer que eles têm Coca normalmente, mas no momento estava em falta. Outro exemplo: perguntei para a professora de ioga, às vésperas de um feriado, “tem aula na quinta-feira?”. Ela respondeu, pronunciando pausadamente todas as sílabas, “não há aula nessa quinta-feira”. Normalmente tem aula na quinta, mas naquela não haveria.
Coisas para dizer? Tem, mais não há.
2 comments Maio 5, 2009
Tudo em casa ou aguenta que falta pouco
Imagine que você precise cumprir horário num laboratório, ficar umas 8 horas por dia trabalhando e à disposição para quando precisarem de você. Não é difícil de imaginar, muita gente passa por isso. Mas imagine que você teve uma ideia brilhante: por que não levar a sua namorada para trabalhar lá com você? Sim, tem espaço, ela leva o computador portátil dela, usa a rede sem fio, vocês dois ficam pertinho o dia todo, cada um trabalhando nas suas coisas e nos intervalos, que vocês podem estipular como quiserem, vocês conversam e olham coisas para a nova casa em sites tipo IKEA e outros. Brilhante a ideia, não?
E se você tiver um grande amigo, alguém que trabalha na mesma área mas cujo orientador não exige a presença física no laboratório, esse seu melhor amigo pode ir trabalhar com você também! Por que não? Vocês também podem conversar a qualquer hora, trocar ideias sobre o trabalho ou ver vídeos no Youtube por quanto tempo quiserem.
Talvez algum dia você até pense em trazer a senhora sua mãe para lhe fazer companhia, afinal, por que não?
Essa história não é baseada em fatos reais. Ela é um fato real. Acontece todos os dias no meu laboratório. Nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas às vezes um orientador judeu desconfiado até da sombra faz falta para colocar ordem no galinheiro laboratório.
E não venham me dizer para eu usar fones de ouvido porque eu já tenho feito isso. Mas depois, quando eu ficar surda por ter que colocar o volume no máximo para não ouvir que a alcatifa do quarto do casal vai ser castanha, mando a conta do aparelho auditivo para quem?
6 comments Abril 27, 2009
Sem mugido, nem balido, nem cacarejo
Eu já tive cachorro, gato, coelho, peixe, pato, tartaruga – das grandes e das pequenas (que na verdade são cágados, porque tartaruga só vive no mar).
E eu também sempre fui uma pessoa que comia de tudo, sem ser muito chata para comer. Só que de uns tempos para cá comer carne vinha me incomodando. De todos os bichos supracitados, não é segredo que meu preferido é o cachorro. A hipocrisia de adorar tanto um bicho mas sentar à mesa para devorar outro vinha me consumindo. Coelhos, ovelhas, rãs e outros bichinhos menos usuais nunca me apeteceram. Mas um filé com fritas, ou um risoto de camarão, ou uma coxinha de frango sempre me fizeram babar, como boa onívora que sempre fui.
Eu já tinha tentado deixar de comer carne vermelha há um tempo e devo ter ficado menos de dois meses sem comer mesmo. Mas acabei desistindo. Os hábitos e a pressão social foram mais fortes. Sim, porque todo mundo que ouve a frase “não como carne” na verdade ouve isso como “não como carne como você, seu assassino”. A pessoa se ofende e vem com mil argumentos de que você está errada, você precisa de proteína animal, isso é uma grande besteira e bla bla bla whiskas sachê. Sem contar o fato de ter uma família típica gaúcha, que morre se não tiver carne todos os dias e sem churrasco no domingo.
Mas agora retomei o projeto “rumo ao vegetarianismo”. Desde mais ou menos fim de janeiro eu não como carne vermelha (na verdade não lembro bem quando foi a última vez). Passei a comer peixe e galinha só dois dias por semana. E faz quase dois meses que não como carne alguma (nem vermelha, nem branca, nem amarela, nem azul – carne nenhuma mesmo, ou nada que tenha tido um focinho um dia). É pouco, eu sei. Mas me sinto bem, muito bem com a minha escolha. Tanto física quanto moralmente. Ainda consumo ovos, leite e derivados (ainda não consigo viver sem queijo e iogurte). Se optar mesmo por levar isso a sério, penso em deixar de consumi-los também, adotando uma dieta totalmente vegana (consumindo somente produtos de origem vegetal) com o tempo. Isso inclui também não comprar mais sapatos e bolsas de couro e estar sempre atenta para saber se qualquer outro produto não contém ingredientes de origem animal. Por exemplo, você sabia que até em vinhos se usa componentes animais? Gelatina, caseína ou albumina são usadas no processo de clarificação da bebida na maior parte das vinícolas. Pois é.
Fica mais fácil seguir a dieta vegetariana quando se é responsável pelo preparo da própria comida. Eu tenho almoçado em casa todos os dias, mas não sei como vai ser quando não puder mais cozinhar todos os dias. E pior: não sei como vai ser quando voltar ao Brasil. Afinal, 99% das famílias fazem um churrasco para receber seus entes queridos que ficaram um tempo fora de casa. E, em família de origem italiana, recusar comida é ofensa grave.
Enfim, eu ainda tenho muitas dúvidas, não tenho resposta para muita coisa, mas tenho me dedicado ao assunto. Não tenho pretensão de converter ninguém nem nada do gênero (não parece que todo vegetariano é um militante em potencial?). Também não quero gente me policiando o tempo todo, à procura de um fraquejo. O fator social tem um peso muito grande para mim, porque odeio ser a discordante, mas se eu puder deixar de comer um bife que seja, já é alguma coisa. E eu já posso dizer tranquilamente que, sendo eu a responsável pela minha comida, ela não tem contém nada que um dia já tenha mugido, balido ou cacarejado.
6 comments Abril 14, 2009
Chocolate chip cookies
[Não, esse blog ainda não virou um food blog].
Quem assistia (ou assiste ainda, como eu, que não recuso uma reprise) Friends deve lembrar-se de um episódio em que a Monica tenta reproduzir os cookies da falecida vó da Phoebe para ser a mãe que faz os melhores cookies do mundo. No fim, ela descobre que a receita é a mesma que está atrás das embalagens de gotas de chocolate da Nestlé.
Lembrei-me disso quando assisti na TV a um documentário sobre a evolução das bolachas (acreditem, era interessante) e contava a história de como surgiram esses cookies com chocolate. Um dia uma cozinheira queria fazer biscoitos de chocolate, mas não tinha chocolate em pó. Então ela pegou uma barra de chocolate, picou e misturou na massa do biscoito esperando que o chocolate derretesse e ficasse uniforme na massa. Qual não foi a surpresa dela quando tirou os biscoitos do forno com os pedaços de chocolate intactos! Ela achava que os cookies não tinham dado certo, mas acabaram fazendo o maior sucesso e a Nestlé comprou a receita para publicar atrás das embalagens de gotas (ou chips) de chocolate.
E daí que depois de ver tudo isso eu também queria fazer os cookies originais da Nestlé! Catei na internet a receita (tem em vários sites e blogs) e fiz. Aí estão os meus cookies! São muito bons e mais saudáveis que os comprados prontos. Além de entrar para a listinha das coisas que saem do meu forno e me fazem sorrir por terem dado certo.

2 comments Abril 1, 2009
Ou ele é um bom astrólogo…
… ou Oscar Quiroga me conhece!
Aquarianos são pessoas que precisam:
- Dormir bastante e de vez em quando exercitar-se fisicamente ao ar livre;
- Tempo para expressar suas idéias;
- Equilíbrio entre a atividade social e a solidão;
- Liberdade, muita liberdade, mesmo que seja para não fazer nada.
Detestam:
- Brigas;
- Que invadam os limites da intimidade;
- Pessoas afetadas;
- Comportamento autoritário;
- Sentir-se entre a espada e a parede;
- Gritaria;
- Pessoas inflexíveis ou extremamente conservadoras.
Como é que ele sabe??
Vai lá e depois me conta se ele também te conhece!
9 comments Março 30, 2009
Atualizações da academia
Então, finalmente eu consigo fazer o kakasana! Fiquei tão feliz a primeira vez que eu consegui que não parava de tentar ficar mais e mais tempo que até fiquei para trás na aula – todo mundo já estava em outra posição e eu lá no kakasana. Ainda não fico um baita tempo, mas já consigo me manter uns longos 5 segundos (acreditem, é bastante). Ainda me falta um pouco de equilíbrio e um tanto de força para aguentar mais tempo, mas não é tanto quanto antes que eu não fica nem um milionésimo de segundo.
Eu até tinha prometido colocar uma foto aqui, mas não tenho coragem (eu tenho vergonha por mim e por mais quem precisar, disponha sempre). A posição é um bocado estranha e a minha cara durante ela deve ser terrível, porque sempre a professora vem me dizer para “descontrair as feições”. Enfim, vocês vão tem quer ficar com a minha palavra. Por favor, acreditem.
Agora minha nova obsessão é o sirshasana, ou invertida sobre a cabeça (é a tal posição que tem que ficar apoaiada na cabeça e nos braços, com as pernas retinhas para cima). Mas essa, além de todas as habilidades normais, eu preciso ainda vencer meu medo de cair. Daqui a um ano eu conto se consegui.
Quanto à aeróbica, realmente também evoluí (obrigada às pessoas que depositaram confiança no meu sucesso). É bem mais fácil do que eu pensava e é um bom exercício para espairecer, visto que não dá para ficar pensando na crise mundial enquanto tenta acompanhar os passos. Eu tenho conseguido acompanhar perfeitamente e até me empolgo às vezes. Mas tem um fator que me deixa com vontade de arrancar os cabelos (não os meus, óbvio). <indignação> [se você não gosta de fortes emoções das minhas reclamações, pare aqui] Com a aproximação do verão (hoje a temperatura é de 22º, graças), não param de chegar novas alunas na aula. Sério, até parece um arrastão, todo mundo sincronizado (nem tanto) rumo a que lugar mesmo? Chega a faltar colchonete para os abdominais (até cedi o meu esses dias para ver se ia embora mais cedo, mas não funcionou). E tem mais uma coisa, eu sempre chego mais cedo para ficar bem na frente como boa cadeira-da-frente para poder acompanhar melhor, só que tem uma guria que me persegue onde eu for e se posta na minha frente sempre! É incrível, se eu fico mais para esquerda, logo vem ela junto. Se fico no meio, ela se enfia até ficar na minha frente e por aí vai. E, desculpa lá, mas ela é muito descoordenada. E mais (eu vou ter que falar, não me aguento, esse post já devia ter terminado 10 linhas atrás): ela usa uma meia-calça embaixo da calça corsário. Vocês conseguem imaginar a cena? A pele da perna bem mais escura que a do resto do corpo e o fundilho da calça lá embaixo (só as mulheres vão me entender: quem nunca ficou com a meia-calça descendo um pouco?). Enfim, tudo isso é para dizer que acho que vou desistir da aeróbica, procurar uma atividade menos competitiva (oi?). Talvez boxe.</indignação>
Respiração no ritmo 1-2-1, todo mundo. Ohmmm.
2 comments Março 23, 2009
Eu preciso dizer!
A gente, no sentido de nós, nunca é junto. É separado mesmo. É só pensar assim: “a gente nunca vai ficar junto”, entendeu?
Também poderia dizer que ansioso é com s e não com c. E que é atrasado quem escreve atrazado com z, mas deixa para lá.
5 comments Março 18, 2009



